domingo, 21 de fevereiro de 2010

Mãe

  • Nesta vida muito ingrata, só encontrou contradições. Com apenas pouca idade, a vida a presenteou com uma simples enfermidade. Reumatismo disse o médico, que depois de algum tempo atacou o coração. Que condenou-a para sempre, e sua sentença era aquela ser doente a vida inteira. Em sua mocidade, muito bela e formosa cobiçada por muitos falcões foi cair nas garras de um gavião. Gavião pegou sua presa e ao leva-la muito distante, a deixou infeliz e descontente. E ao se passar muitos anos, na primeira oportunidade escapou do seu vilão. Mais a vida muito ingrata, se já não bastasse seus problemas não lhe restou muita coisa. Mais sendo otimista, por muitas vezes se agarrou em qualquer fio de esperança. Mas entre tantos altos e baixos, seus anos foram embora . Agora já vovó dependia de carinho, encontrou mais sossego no lar de sua filhinha. E ali com seus netinhos que quase não entendiam, as atitudes da vovó pois sendo muito doente. Muito irritante e brava ficou. Sua doença a deixava infeliz e descontente, mas por muitos momentos a vovó feliz ficava. Apesar de sua idade a vovó assim sonhava, em ganhar na mega sena mais só se fosse sozinha. Com o dinheiro ela falava vou fazer isto e aquilo e seus olhinhos assim brilhavam, em ver seus sonhos surgirem. Mas a vida muito traiçoeira armara uma cilada e no meio de tantas emoções, se sentindo muito deprimida seu coraçãozinho não suportou. E o Senhor nosso Deus deu um fim em seu sofrimento e resolveu levar minha mãezinha, em seu lar e aconchego. Eu muito triste fiquei e até agora não me conformo, que mãezinha me deixou para morar com nosso Deus. Minha mãe que esta no céu olhe por mim aqui na terra, pois um dia nos veremos e unidas estaremos para sempre.

  • Esta poesia ofereço a minha mãe Reni, pois foi inspirada na mulher guereira que um dia ela foi.                                                      16/09/1998                                      ás 07:34  hrs

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